Veja o que Oklahoma tem a oferecer!

O território dos Estados Unidos é formado por 50 estados, cada um com seu próprio jeito de ser. Tem estado que é famoso pelas grandes metrópoles, outros pelas paisagens naturais, e alguns se destacam por suas tradições culturais ou por sua forte ligação com o campo.

Enquanto alguns estados ganham os holofotes com frequência, outros guardam riquezas menos conhecidas, mas igualmente fascinantes. É o caso de Oklahoma. Com uma história marcada pelos indígenas, influências europeias e uma economia ligada ao campo e aos recursos naturais, o estado chama a atenção por sua identidade própria.

Oklahoma foi o 46º estado a se juntar à união, em 16 de novembro de 1907. Seu nome tem origem na língua choctaw, “Okka humma”, e significa “gente vermelha”, fazendo referência direta aos povos nativos da região. 

A partir desse detalhe, já dá para perceber que a história do estado vai muito além dos livros e números, ela está viva na cultura, na população e nas raízes que seguem presentes até hoje.

Onde fica Oklahoma?

Oklahoma fica na região centro-sul dos Estados Unidos, fazendo divisa com Texas, Kansas, Missouri, Arkansas, Colorado e Novo México. 

Sua localização coloca o estado em uma zona de transição geográfica bastante interessante, onde diferentes paisagens se encontram e criam um território bem diversificado.

O relevo de Oklahoma é predominantemente plano, com vastas áreas de pradarias, especialmente ao oeste, onde se estendem as Grandes Planícies. 

No entanto, o estado também apresenta regiões com colinas e até cadeias montanhosas de baixa altitude, como as montanhas Ouachita, Arbuckle e Wichita. Essas formações criam contrastes na paisagem e são importantes para a biodiversidade

Oklahoma é cortado por diversos rios importantes, como o Arkansas, o Red River e o Canadian River. Esses cursos d’água ajudam a compor a paisagem do estado e são fundamentais para atividades como agricultura, abastecimento e lazer.

Como chegar em Oklahoma?

Não existem voos diretos do Brasil para o estado de Oklahoma, mas é possível chegar até lá com facilidade fazendo conexões nos Estados Unidos. O trajeto geralmente começa em cidades brasileiras e inclui uma parada em aeroportos já dos EUA, como os de Miami, Dallas, Houston, Atlanta ou Nova York.

Depois da conexão, o passageiro embarca em um voo doméstico com destino a Oklahoma City ou Tulsa, que são os principais centros urbanos do estado e contam com aeroportos bem estruturados. O tempo total de viagem varia conforme a rota escolhida, mas costuma ficar entre 14 e 20 horas.

Clima

O clima em Oklahoma é caracterizado por grandes diferenças entre as estações do ano. Durante o verão, as temperaturas costumam subir bastante, trazendo dias quentes e secos. 

No inverno, as temperaturas caem, especialmente nas regiões mais ao norte, onde podem acontecer geadas e até neve em algumas ocasiões.

O estado também é conhecido por sua instabilidade climática. Por estar em uma área chamada “Corredor dos Tornados”, Oklahoma enfrenta tempestades fortes e tornados, principalmente na primavera e no começo do verão. 

As chuvas são mais comuns entre os meses de abril e junho, enquanto o outono tende a ser mais seco e com temperaturas agradáveis. Essa variação faz do clima oklahomaense algo bastante imprevisível ao longo do ano.

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Qual a melhor época para ir a Oklahoma?

A melhor época para visitar Oklahoma é no outono, entre setembro e outubro. As temperaturas são mais amenas, o clima é estável e a paisagem ganha tons dourados e avermelhados, oferecendo um cenário encantador para explorar a região com tranquilidade.

Melhores locais para visitar em Oklahoma

Oklahoma reúne atrações para todos os tipos de visitantes. Com cenários variados e uma rica herança cultural, o estado conta com destinos que vão desde ambientes naturais e espaços abertos até locais voltados para a arte, a memória e as tradições locais.

Oklahoma City National Memorial & Museum

O Oklahoma City National Memorial & Museum foi criado em memória ao atentado ocorrido em 19 de abril de 1995, que destruiu o Edifício Federal Alfred P. Murrah. O local é dividido entre um memorial ao ar livre e um museu interno, cada um com funções distintas, mas complementares.

O memorial externo ocupa a área do antigo edifício e é acessível ao público 24 horas por dia. Ele é marcado por dois grandes portões com os horários 9:01 e 9:03, que representam o minuto antes e depois da explosão. 

Entre eles, uma faixa d’água espelhada marca o local exato do ataque. No centro do espaço, há 168 cadeiras de bronze e vidro, uma para cada vítima, sendo 19 em tamanho menor, simbolizando as crianças. 

A árvore que sobreviveu ao ataque, conhecida como Survivor Tree, também foi preservada e é parte central do memorial.

O museu interno funciona no antigo prédio do Journal Record, que resistiu à explosão. A visita segue uma linha cronológica, com exposições que detalham os acontecimentos do dia do atentado, os julgamentos, os resgates e os efeitos nas vítimas e suas famílias. 

O acervo é composto por gravações, objetos encontrados nos escombros, depoimentos e imagens. O espaço também promove atividades educativas e exibições temporárias.

O museu abre de segunda a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 12h às 17h. A entrada para adultos varia de US$ 15 a US$ 18, com descontos para estudantes, idosos e militares. Crianças de até cinco anos não pagam. 

Bricktown

Bricktown

Bricktown é um dos principais distritos de entretenimento de Oklahoma City. Antigamente ocupada por galpões e armazéns, a área passou por um processo de revitalização urbana e hoje concentra diversas opções de lazer, gastronomia e cultura. 

Um dos destaques do local é o canal artificial que atravessa a região. Nele, é possível fazer passeios em pequenos barcos, conhecidos como water taxis, que percorrem o trajeto oferecendo uma visão diferente da área. Ao longo do canal, murais e esculturas retratam momentos importantes da história da cidade.

Bricktown também abriga o estádio de beisebol Chickasaw Bricktown Ballpark, restaurantes variados, cinemas e atrações para famílias, como centros de jogos e espaços temáticos. Além disso, há museus, como o dedicado ao banjo, que preservam aspectos específicos da cultura local.

Philbrook Museum of Art

O Philbrook Museum of Art ocupa a antiga Villa Philbrook, mansão construída em 1927 para o pioneiro do petróleo Waite Phillips, projetada no estilo renascentista italiano pelo arquiteto Edward Buehler Delk. 

Em 1939, o imóvel foi doado à cidade e transformado em museu, mantendo sua estrutura de 72 cômodos, com fachadas de estuque misturado a mármore, janelas em Kasota limestone e cobertura em telhas italianas 

Hoje o acervo conta com mais de 16.000 obras, distribuídas em coleções de arte europeia, americana, nativo-americana e design do século XX/XXI . A programação inclui exposições temporárias, ações educativas e eventos como o “Art in Bloom”, quando floristas redesenham espaços do museu.

O museu funciona de quarta a sábado, das 9h às 17h, e às sextas até as 21h. A entrada custa US$ 18 para adultos e US$ 8 para jovens de 3 a 17 anos. Há descontos em determinadas ocasiões, inclusive acesso por US$ 5 após as 17h às sextas, e US$ 1 para beneficiários de programas sociais .

SKELETONS: Museum of Osteology

SKELETONS: Museum of Osteology

Inaugurado em 2010 em Oklahoma City, é um museu privado dedicado ao estudo dos ossos e esqueletos (osteologia). 

Com mais de 450 esqueletos de animais de diversas partes do mundo em exibição, o museu possui uma coleção total de aproximadamente 7.000 espécimes, tornando-se uma das maiores coleções privadas de osteologia do mundo.

O museu exibe esqueletos de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, com destaque para espécimes como uma baleia jubarte de 12 metros, um rinoceronte e uma coleção de cetáceos. 

As exposições abordam temas como locomação, adaptações, anatomia comparativa e forense, além de patologias ósseas. Os visitantes podem interagir com algumas peças, tocando ossos e participando de atividades educativas.

O museu também oferece programas educativos para diferentes faixas etárias, incluindo atividades práticas como dissecação de pellet de coruja e jogos interativos.

Localizado na 10301 S. Sunnylane Road, o SKELETONS: Museum of Osteology está aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; aos sábados, das 11h às 17h; e aos domingos, das 12h às 17h. 

A entrada custa US$ 14 para adultos e US$ 12 para crianças de 3 a 11 anos. Crianças com até 2 anos têm entrada gratuita.

WinStar World Casino and Resort

WinStar World Casino and Resort

O WinStar World Casino and Resort, em Thackerville, Oklahoma, é o maior cassino do mundo, com uma área de jogos enorme e milhares de máquinas caça-níqueis, além de várias mesas para jogos tradicionais como blackjack e pôquer. 

O ambiente é dividido em áreas temáticas que trazem referências a cidades famosas, tornando a experiência ainda mais interessante para os visitantes.

O resort oferece quase 1.700 quartos distribuídos em quatro torres, todas com fácil acesso ao cassino e a outras comodidades, como academias e restaurantes. 

Para quem prefere uma opção mais econômica, há também o Inn at WinStar, que fica próximo e oferece transporte gratuito para o complexo.

A gastronomia no WinStar é variada, com restaurantes que vão do buffet até opções mais sofisticadas, incluindo steakhouses e bares temáticos, garantindo uma boa diversidade para todos os gostos.

O resort conta com piscinas ao ar livre, campos de golfe e um spa, para quem quer relaxar ou aproveitar outras formas de lazer.

No quesito entretenimento, o Global Event Center recebe shows de artistas conhecidos, e o cassino também possui bares e lounges para quem quer curtir a vida noturna depois dos jogos. 

Localizado perto da fronteira com o Texas, o WinStar é uma opção popular tanto para moradores de Oklahoma quanto para visitantes da região metropolitana de Dallas-Fort Worth.

Oklahoma City Zoo and Botanical Garden

Oklahoma City Zoo and Botanical Garden

O Oklahoma City Zoo and Botanical Garden, localizado no Adventure District de Oklahoma City, cobre uma área de 130 acres e abriga mais de 2.000 animais de 500 espécies diferentes. 

Inaugurado em 1902, o zoológico é um dos mais antigos dos Estados Unidos e recebe anualmente cerca de 1,1 milhão de visitantes.

O zoológico é membro da Association of Zoos and Aquariums (AZA) e da American Alliance of Museums (AAM), o que atesta seu compromisso com os mais altos padrões de cuidado animal, programas veterinários, conservação, educação e segurança.

Entre as principais atrações estão o “Expedition Africa”, uma expansão de 12 acres que inclui um novo estábulo de girafas e um habitat de savana compartilhado; o “Sanctuary Asia”, que abriga elefantes asiáticos, rinocerontes indianos e dragões de Komodo; e o “Great EscApe”, dedicado a gorilas, orangotangos e chimpanzés.

O zoológico está em processo de expansão com um plano mestre de 10 anos, que inclui a construção de um novo habitat para mamíferos marinhos, chamado “Shore to Sea”, previsto para abrir em 2027. Este novo espaço abrigará leões-marinhos da Califórnia, focas e pinguins africanos.

Centennial Land Run Monument 

O Centennial Land Run Monument é uma escultura incrível que fica em Bricktown, uma das áreas mais movimentadas de Oklahoma City. Ela retrata um momento importante da história dos Estados Unidos: a Corrida pela Terra de 1889, quando colonos correram para conquistar terras que antes eram territórios indígenas.

O monumento é formado por várias estátuas de bronze, que mostram cavaleiros, carroças, cães e até um coelho assustado, todas em tamanho um pouco maior que o real. 

Essas figuras ficam ao longo do Bricktown Canal, criando um cenário bem dinâmico e cheio de movimento, parece que você está vendo aquela corrida acontecer bem na sua frente.

A obra levou mais de 20 anos para ficar pronta e já ganhou prêmios por sua qualidade artística. Além de ser um ponto turístico gratuito, é um lugar que convida a pensar sobre a história local, inclusive as questões relacionadas às populações indígenas que foram impactadas por esse evento.

O que saber antes de ir para Oklahoma?

Antes de embarcar para Oklahoma, é importante se preparar para evitar imprevistos e aproveitar melhor a viagem. A seguir, estão pontos essenciais para quem está saindo do Brasil rumo aos Estados Unidos:

Documentação

Para entrar nos Estados Unidos, é necessário ter um passaporte válido e o visto de turista (categoria B2). O processo de solicitação do visto inclui preenchimento de formulários, pagamento de taxas e entrevista consular. 

É recomendável que o passaporte tenha validade mínima de seis meses a partir da data da viagem. Também é bom manter cópias digitais dos documentos em caso de perda ou extravio durante a estadia.

Seguro viagem

Embora o seguro viagem não seja obrigatório para entrar nos EUA, ele é altamente recomendado. Os custos com saúde no país são elevados, e um simples atendimento médico pode sair caro. 

Qual a moeda de Oklahoma?

Como em todo o território norte-americano, a moeda usada em Oklahoma é o dólar americano (USD). É aconselhável levar uma quantia em espécie para gastos iniciais, mas também é possível utilizar cartões de crédito e débito com boa aceitação em lojas, restaurantes e serviços. 

Como se locomover em Oklahoma

Para circular por Oklahoma, especialmente fora das grandes cidades, o ideal é alugar um carro. O estado tem distâncias consideráveis entre os pontos turísticos e muitas áreas com pouco transporte público. 

Em Oklahoma City e Tulsa, é possível usar ônibus locais ou aplicativos de transporte, mas quem deseja explorar com mais liberdade encontrará mais praticidade no carro. As estradas são bem conservadas e o trânsito, no geral, é tranquilo.

Quantos dias ficar em Oklahoma?

O tempo ideal de permanência em Oklahoma varia conforme os interesses do viajante. Uma média de cinco a sete dias costuma ser suficiente para conhecer os principais pontos em Oklahoma City, visitar Tulsa e ainda incluir algum passeio em áreas naturais. 

Quem deseja explorar com calma, aproveitar parques estaduais e conhecer atrações menos conhecidas pode considerar um roteiro de até dez dias.

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